Afroconto: Uma Experiência Antirracista Entre a Educação e a Psicologia

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.37444/issn-2594-5343.v5i1.392

Palabras clave:

Antirracismo, Contação de Histórias, Educação, Infância, Psicologia

Resumen

O objetivo deste artigo é relatar a experiência do Projeto de Extensão “Afroconto: Construindo uma experiência antirracista na articulação entre a Psicologia e a Educação Infantil” realizado no ano de 2019 em uma Instituição de Educação Infantil na cidade de Porto Alegre. O projeto tem como ferramenta a contação de histórias infantis protagonizadas por personagens negros/as a fim de atuar em uma política antirracista que ofereça espaços para a convivência e diálogos sobre diversidade, a desconstrução de estereótipos negativos em relação a população negra e o reconhecimento da igualdade racial. Entendemos que a contação de histórias é uma ferramenta importante nesse processo, pois fomenta a imaginação da criança e ajuda no seu desenvolvimento de ensino-aprendizagem. Atividades artísticas e/ou corporais também foram desenvolvidas no projeto, realizadas após as contações para que as crianças pudessem compartilhar e experienciar sobre os temas trazidos nos livros de forma lúdica e divertida. Além do trabalho com as crianças, trimestralmente a equipe participou da reunião de planejamento das educadoras, propondo a discussão de assuntos como racismo, relações raciais e cuidado – temas que foram dialogados a partir dos relatos trazidos pelas trabalhadoras da instituição. O afroconto pausou o seu vínculo com a instituição no ano de 2020 em função da pandemia causada pelo vírus da Covid-19 e se dedicou à formação da equipe para executar o trabalho de forma cada vez mais capacitada.

Biografía del autor/a

Ellen Dias Romero, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Graduanda em Psicologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Extensionista no Núcleo de Extensão e Pesquisas Antirracistas da Psicologia (NEPAR-PSI) (UFRGS).

Eliane Margarete da Silva Abreu, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Graduada em Direito (Uniritter), Graduanda em Psicologia (UFRGS). Mestrado Acadêmico em Psicanálise Clínica e Cultura (UFRGS).

Luciana Rodrigues, UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

Professora Adjunta do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Docente do PPGPSI/UFRGS. Doutora em Psicologia Social e Institucional (UFRGS).

Citas

ALMEIDA, Silvio. Racismo estrutural. Pólen Produção Editorial LTDA, 2019.

BELÉM, Valéria. O cabelo de Lelê. Companhia Editora Nacional. São Paulo, 2007.

BRASIL. Lei n.o 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 jan. 2003.

CARDOSO, Lourenço. Branquitude acrítica e crítica: A supremacia racial eo branco anti-racista. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales, Niñez y Juventud, v. 8, n. 1, p. 607-630, 2010. Disponível em < https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=3235857>. Acesso em: 14 de janeiro de 2021.

CASTRO-GÓMEZ, Santiago. Ciências sociais, violência epistêmica e o problema da “invenção do outro”. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais, perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: Clacso, 2005, p. 87-95. Disponível em: < https://ufrb.edu.br/educacaodocampocfp/images/Edgardo-Lander-org-A-Colonialidade-do-Saber-eurocentrismo-e-ciC3AAncias-sociais-perspectivas-latinoamericanas-LIVRO.pdf >. Acesso em 15 de janeiro de 2021.

CARNEIRO, Sueli. Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil. Selo Negro, 2015.

CAVALLEIRO, Eliane. Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, discriminação e preconceito na educação infantil. São Paulo: Contexto, 2000.

CAVALLEIRO, Eliane. Educação Anti-Racista: Compromisso indispensável para um mundo melhor. São Paulo: Selo Negro Edições, 2001.

CERQUEIRA, Daniel R. de C. et al. Atlas da violência. 2019.

FERREIRA, Sandra de O. Quebrando estereótipos: o papel do mediador na valorização do negro na literatura infantil. 2017.

GAIVOTA, Gustavo. Chico Juba. Belo Horizonte. Mazza Edições, 2011.

HOOKS, bell. Erguer a voz: pensar como feminista, pensar como negra. São Paulo: Elefante, 2019.

HOOKS, bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019b.

MATEUS, Ana do N. B. et al. A importância da contação de história como prática educativa na educação infantil. Pedagogia em Ação, v. 5, n. 1, 2013.

MÜLLER, Tânia M.P.; CARDOSO, Lourenço. Branquitude: estudos sobre a identidade branca no Brasil. Curitiba: Appris Editora e Livraria Eireli-ME, 2018.

MUNANGA, Kabengele. As ambiguidades do racismo à brasileira. In: KON, Noemi Moritz; SILVA, Maria L. da; ABUD, Cristiane C. (Org.) O racismo e o negro no Brasil: questões para a psicanálise, 2017, p. 33-44.

SANTANA, Bruna da P.; DA SILVA, Everton Melo; ANGELIM, Yanne. Negro (a) s na mídia brasileira: estereótipos e discriminação ao longo da formação social brasileira. Lutas Sociais, v. 22, n. 40, p. 52-66, 2018.

WERNECK, Jurema. Racismo institucional e saúde da população negra. Saúde e Sociedade, v. 25, p. 535-549, 2016. Disponível em < https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902016000300535&lng=pt&tlng=pt> Acesso em: 14 de janeiro de 2021. https://doi.org/10.1590/s0104-129020162610

Publicado

2026-02-04

Cómo citar

ROMERO, Ellen Dias; ABREU, Eliane Margarete da Silva; RODRIGUES, Luciana. Afroconto: Uma Experiência Antirracista Entre a Educação e a Psicologia. Revista Educação, Psicologia e Interfaces, [S. l.], v. 5, n. 1, p. 1–15, 2026. DOI: 10.37444/issn-2594-5343.v5i1.392. Disponível em: https://educacaoepsicologia.emnuvens.com.br/edupsi/article/view/392. Acesso em: 25 feb. 2026.