Fontes de Autoeficácia e as Características dos Docentes em Contexto Inclusivo
DOI:
https://doi.org/10.37444/issn-2594-5343.v10i1.581Palavras-chave:
Autoeficácia, Educação inclusiva, Formação de professores, Inclusão escolarResumo
Este estudo investigou a relação entre as fontes de autoeficácia (experiência direta, experiência vicária, persuasão verbal e/ou social e estados emocionais e/ou fisiológicos) e as características dos docentes: idade, tempo de atuação, experiência com público-alvo da educação especial, tipo de deficiência do aluno e formação em educação inclusiva. 193 professores da educação básica, atuantes em classes regulares da rede pública estadual, particulares e particulares de caráter confessional localizadas em dois municípios da região norte do Brasil responderam dois instrumentos: o questionário de caracterização do participante e a Escala de Fontes de Autoeficácia Docente. Para a análise de dados utilizaram-se as técnicas de Análise Fatorial e de Correspondência. Os resultados indicaram que as 4 fontes de autoeficácia são fortemente associadas a 4 dentre as 5 características docentes investigadas. Constatou-se que os professores atribuíram os menores escores às quatro fontes de autoeficácia quando relacionadas à deficiência intelectual e os maiores quando relacionadas ao Transtorno Global do Desenvolvimento, além de associações altas da formação em educação inclusiva em Lato Senso com as fontes. Os dados indicam que a formação docente deve ser ajustada para responder às reformas educacionais e instrumentalizar o professor diante das especificidades dos alunos na educação inclusiva.
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