Representações Sociais sobre os Povos Indígenas após 18 Anos de Efetivação da Lei Nº 11.645/2008: Um Relato de Experiência
DOI:
https://doi.org/10.37444/issn-2594-5343.v10i1.612Palavras-chave:
Representação Social, Pessoas Indígenas, Escola PúblicaResumo
Este estudo tem como objetivo relatar e analisar uma experiência de intervenção social, fundamentada na Psicologia Social Crítica, voltada à problematização das representações sociais sobre os povos indígenas no ensino médio, à luz da Lei nº 11.645/2008. Parte-se do reconhecimento de que as violências contra as pessoas indígenas são sustentadas por representações de caráter colonial, reproduzidas em instituições como a escola e a mídia, que contribuem para a manutenção de estereótipos e desigualdades históricas. Trata-se de um relato de experiência qualitativo e descritivo, de uma ação ocorrida em uma escola pública do interior do Rio Grande do Sul, com a participação de 16 estudantes, ao longo de cinco encontros. As atividades envolveram rodas de conversa, análise de materiais midiáticos e dinâmicas reflexivas, com registros em diário de campo e análise fundamentada na Teoria das Representações Sociais. Os resultados indicam que os estudantes apresentavam concepções iniciais marcadas pelo senso comum e por estereótipos. Ao longo das intervenções, observou-se ampliação da consciência crítica, com reconhecimento das violências simbólicas e questionamento das narrativas hegemônicas, além de maior abertura ao diálogo intercultural ampliado. Conclui-se que, apesar dos avanços legais, persistem sentidos coloniais, evidenciando a necessidade de ações educativas contínuas, críticas e comprometidas com a equidade étnico-racial.
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