Aprendizagem por Tensão Cognitivo-Identitária: fundamentos e proposição do modelo da curva crítica
Fundamentos e proposição do modelo da curva crítica
DOI:
https://doi.org/10.37444/issn-2594-5343.v10i1.607Palavras-chave:
Aprendizagem, Dissonância cognitiva, IdentidadeResumo
A aprendizagem tem sido historicamente compreendida como um processo de aquisição, processamento e retenção de informações, sendo amplamente analisada por perspectivas cognitivas e socioculturais. Contudo, tais abordagens tendem a atribuir menor centralidade aos impactos do conhecimento sobre a identidade do sujeito. Este artigo tem como objetivo apresentar os fundamentos da Teoria da Aprendizagem por Tensão Cognitivo-Identitária (TTCI), propondo um modelo teórico para compreender a aprendizagem como resultante da tensão entre novos conhecimentos e estruturas identitárias previamente consolidadas. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de abordagem teórica e caráter exploratório, fundamentada na revisão e articulação crítica de referenciais da psicologia do desenvolvimento e psicologia social. Como principais resultados, o estudo propõe os conceitos de inércia identitária e curva de tensão crítica como operadores analíticos para compreender os processos de resistência, reorganização subjetiva e aprendizagem significativa, além de discutir o papel da mediação pedagógica na regulação da tensão cognitivo-identitária. Conclui-se que a aprendizagem pode ser compreendida como um fenômeno simultaneamente cognitivo, subjetivo e formativo, cuja efetividade tende a depender do equilíbrio entre tensão, identidade e mediação pedagógica, contribuindo para ampliar a compreensão dos processos educativos na educação básica e superior.
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